oi.

pode ficar tranquila, ou tranquilo. não tem nenhum link no fim desse texto, nem um lance meio emocional pra envolver vc.

meu único objetivo aqui é responder a uma pergunta que eu sei que existe dentro de vc, pq por muito tempo ela existiu dentro de mim também e, com isso, te ajudar a decidir se você deve me seguir ou não.

e eu prometo ser o mais às claras possível.

a pergunta é:

“pq eles e não eu?”

pode parecer meio dramático ou até um questionamento vitimista, mas, curiosa e questionadora que sou, passei alguns bons anos da minha vida me perguntando pq, mesmo sendo a mais dedicada, esforçada e excelente do meu meio, dificilmente eu era reconhecida como tal.

não é que eu faça algo SÓ para ter reconhecimento.

eu aprendi a não saber fazer o contrário disso…

desde cedo, com a minha mãe, enquanto ela fazia comida e eu ficava sentada em uma cadeirinha na cozinha, aprendi que a única forma de colher bons frutos na vida e, acima de tudo, deitar com a cabeça no travesseiro em paz no final do dia é sendo correta e excelente em absolutamente tudo que eu me proponho a fazer.

a parte que minha mãe não me contou é que, lá fora, o mundo não é uma balança tãoooo equilibrada assim kkk

eu demorei a entender que só ser correta, dedicada e excelente no que fazia não era a ponte para construir o que eu desejava.

e aí, passei a me perguntar:

o sucesso então é dos espertos?

dos mais manipuladores?

dos mais vendedores?

dos mais caras de pau?

dos mais irresponsáveis?

bom… às vezes é sim.

mas não só deles.

até pq a nossa régua de sucesso é bem diferente. eu nem deveria estar querendo disputar esse lugar.

eu deveria encontrar o MEU lugar.

foi quando me tornei incessante na tarefa de entender o que me impedia de ser reconhecida pelos outros da mesma forma que eu era pelas pessoas que já me conheciam ao meu redor.

e eu entendi que quem é bom não é reconhecido como tal até que ELE MESMO CONTE isso pras pessoas.

olha só… parece óbvio, né?

mas eu descobri que pouquíssimas pessoas sabem fazer isso.

tudo porque elas contam com a atenção, a intenção e o tempo do outro. e isso, minha amiga… você não controla.

a verdade é que:

pra você, você é tudo que sabe.

pras pessoas, você só é aquilo que diz.

você não tem tempo suficiente pra se apresentar.

as pessoas não te admiram como os seus amigos e a sua família. e elas não amam o que você faz do jeito que você ama.

elas só vão te ouvir porque, em algum momento, você prometeu entregar alguma coisa que elas querem.

só que, antes mesmo de te dar espaço pra entregar isso, a pessoa já decide sozinha, num décimo de segundo, se acredita ou não que você é capaz de cumprir o que prometeu.

e essa decisão acontece através da primeira impressão (que acontece em um décimo de segundo).

ela junta duas coisas:

o que ela notou em você: o teu contexto, o que você fala, a tua aparência.

e o repertório que a cabeça dela já tinha pronto: o que ela já conhece, já acredita, já associa.

o problema é que o que ela associa quase sempre é insuficiente.

ela vai te ancorar no que sabe sobre o teu mercado. e você sabe que isso poder dar ruim, porque a média é medíocre.

então, se você não usa esse pouquíssimo tempo pra dizer a coisa certa, do jeito certo, no momento certo, pra pessoa certa, num décimo de segundo você ajudou o outro a concluir que você é só mais um.

como é que a gente muda isso?

a gente muda compreendendo que não somos uma folha em branco pros outros.

eu não tenho tempo hábil pra mostrar tudo o que sei e provar o meu valor. logo, preciso encontrar outras formas de fazer isso.

e a forma mais efetiva é tendo uma mensagem clara, forte e suficiente pra provar isso.

é você desenvolver a habilidade de ser compreendido pelas pessoas certas.

é saber que a tua voz serve pra atrair quem te interessa e repelir quem não te interessa.

é ter clareza do que só você carrega.

e entender que a pessoa ainda não está pronta pra concluir que você é a escolha óbvia. você tem que ajudá-la a chegar nessa conclusão.

pra isso, você usa os teus recursos: analogia, metáfora, narrativa, história.

em vez de tentar abrir uma porta nova na cabeça dela, você entra por uma porta que já está aberta, numa conversa que já é familiar, mas apresenta um novo ponto de vista.

é apresentando a sua leitura, a sua forma de fazer o que você faz e a sua visão única do caminho que você defende que você encontra os seus.

você não precisa convencer quem não quer o teu caminho.

você encontra quem já quer e só está procurando um líder para guia-lo.

porque, se você não aprende a fazer isso, a conta é essa:

você continua sendo um ótimo especialista, um ótimo professor e um não-comunicador.

e aí você vira excelente em preparar o outro pra seguir o teu concorrente.

você eleva a consciência dele, mostra o quanto ele precisa resolver o problema que tem, mas não faz com que ele conclua que a escolha é você.

a minha missão é fazer a sua mensagem ficar óbvia pra vc e óbvia pro mundo, dentro dos parâmetros que temos como ideal.

meu objetivo não é te ensinar uma tática pra vc ter clareza da sua comunicação.

é te ensinar a viver permanentemente em um estado em que fluir, comunicando a mensagem que só pode sair da sua boca, seja fácil e inevitável.

agora sim, decida se vc quer me seguir ou não.

fique livre pra ir embora ou livre pra ficar.

com carinho,

Maria clara.